quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Um pouco sobre meu dia



Hoje achei que foi uma quarta-feira com cara de sexta-feira, não sei o motivo, mas estava todo mundo animado no trabalho, depois cheguei em casa e resolvi pintar o meu cabelo, fazer mexas azuis e rosa, acabou que ele solto parece que tá azulão com uma faixa rosa e se prender aparece o loiro embaixo.

Deu vontade de pintar tudo de azul logo, mas o medo por ainda estar no período de experiência no trabalho falou mais alto. Eu gosto de um estilo mais alternativo e quero meu cabelo colorido, mas amanhã vou prender pra disfarçar deixando aparecer mais a parte "normal" por livre e espontâneo medo de ficar desempregada dependendo da Jayne de novo.

De tarde assisti um filme recomendado lá no grupo de apoio do facebook em um tópico onde as pessoas falavam sobre filmes que as faziam lembrar do narcisista em suas vidas.
O filme que me lembra a Jayne é o "Mamãezinha Querida", que conta a história da filha de Joan Crawford.



As meninas falaram do filme "Preciosa", que fui assistir e vi que era uma história muito triste e outros que depois vou querer assistir.





Teve um vídeo de um especialista dando uma palestra que explicou muita coisa para mim, assisti-lo foi como assistir um filme da minha história de vida, mas mesmo assim tenho muito medo de ao contar isso para as pessoas, especialmente as conhecidas, que pensem que na verdade sou obcecada ou paranóica. O vídeo se chama "Sobrevivendo ao Narcisismo - por que as mães narcisistas odeiam suas filhas?"

E um psicólogo responde a essa pergunta.




Após assistir, eu cheguei a conclusão de que a melhor maneira de lutarmos contra isso, se elas se sentem ameaçadas pelas filhas e não querem que elas cresçam e se tornem mulheres para que assim possam se sentir sempre jovens e ter sua autoridade validada pela nossa condição de crianças, é justamente crescermos, nos aceitarmos e nos tornarmos mulheres fortes.

"O melhor antídoto contra o veneno perfeccionista e a inércia pessoal é a capacidade de autoaceitação, independente do momento ou das circunstâncias em que se encontre. Se você só consegue se aceitar quando acompanhada, produzida e com dinheiro para gastar, o seu amor- próprio revela-se tão condicional quanto o afeto da sua mãe narcisista.

Michele Engelke - Prisioneiras do Espelho "
Compreendi que precisamos amar a nós mesmas, nos aceitarmos do jeito que somos, entender que somos dignas de amor e que mesmo que fôssemos perfeitas, ainda assim elas nos atacariam.

Precisamos ignorar as críticas e tentativas delas de nos diminuir e nos tornarmos fortes, principalmente sabendo que elas fazem isso por pura maldade porque na verdade se sentem ameaçadas por nós, pela "mulher em nós". Se fôssemos mesmo tão sem valor como elas nos fazem  acreditar que somos e como elas querem fazer com que nos sintamos, elas não se sentiriam ameaçadas por nós quando percebem que estamos crescendo. Precisamos ignorá-las, não nos afetar pelo que elas falam e seguir em frente com nossas vidas.

Saber disso fez com que eu desejasse travar uma nova batalha, agora a minha luta mudou da perfeição para a aceitação.

Isso vai ser muito difícil para mim, hoje por exemplo eu comi um pedaço de bolo e tomei um capuccino no trabalho, me senti mal por isso e tomei metformina. Percebi que eu uso o metformina como Mia, para evitar engordar quando como carboidrato.

Como a Michele Engelke diz, eu só me aceito e tenho auto estima quando me sinto parecida com uma modelo e não sendo eu mesma, isso não é bom, porque meu amor próprio está sendo tão condicional quanto o da Jayne por mim, ela me fez acreditar que eu não merecia ser amada por ser imperfeita.

Não quero relaxar e ficar com sobrepeso, mas eu me devo parar de me cobrar tanto, sendo tão rigorosa e necessitando parecer uma modelo, agora que já sei porque sou assim comigo.

Existe uma linha entre a auto-indulgência em que você se larga de mão, se abandona e na que você é neurótico consigo mesmo e se cobra além das suas forças e ainda se pune caso não consiga chegar lá, eu preciso descobrir como chegar ao equilíbrio onde eu me aceite e ao mesmo tempo me cuide para ter uma vida melhor fora daqui.

Um outro ponto é que eu tenho dois lados que precisam ser cuidados e trabalhados dentro de mim.

Um lado é a minha criança interior ferida, que por ter uma ferida na infância, sente a necessidade de fazer coisas de criança e reviver a infância para recuperar algo que foi perdido, esse lado melhorou muito quando me descobri infantilista, mas do outro lado existe a mulher em mim que foi presa, oprimida e impedida de se desenvolver por causa da mãe narcisista que não quis que ela crescesse. Esse lado também precisa sair, ser curado, ganhar força e confiança.

Os dois lados de mim, minhas duas metades são muito importantes e elas precisam caminhar de mãos dadas, a criança em mim precisa curar sua infância e realizar seus desejos de criança em um ambiente de paz e segurança, onde ela se sinta bem quista, amada, precisa brincar sem todo aquele peso emocional e a mulher em mim precisa se sentir livre, respeitada e mostrar seu valor, sair para paquerar, se divertir, assim como também tomar as rédeas de sua própria vida, trabalhar e lutar pelo seu lugar ao sol, construir a sua vida.

Eu sou uma mulher-menina, os dois e não importa o que digam, vou conciliá-las porque só assim eu vou conseguir ser curada.

Meu desafio para os próximas dias é:

"Não me cobrar tanto, tentar me aceitar".

Isso é muito dificil, ainda mais quando olho para a minha cara diante do espelho e ainda me pergunto "Será que é porque eu pareço com meu pai? E se eu fosse diferente?".

Várias vezes pensei que talvez esse tratamento e esse menosprezo fossem por eu me parecer com ele também e senti raiva dele por isso e também por ele ter me abandonado nas mãos dessa pessoa, porque ao meu ver ele tinha o poder de fazer isso parar, deveria ter procurado saber mais a fundo como eu era tratada e impedido.

Senti raiva do mundo também, dos vizinhos porque ninguém nunca denunciou, dos familiares, de quem estava a minha volta. Passei a acreditar que as pessoas eram ruins e não se importavam, agora preciso superar tudo isso.

Kisses

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Já passei por isso.




Sei que estou falando muito sobre isso, mas ler sobre isso foi como uma confirmação de tudo o que eu já sabia sobre ela, sobre mim e saber que existem pessoas que compreendem, que lidam com isso e que ajudam quem passa por isso sem julgar está sendo muito importante para mim e só de ler, ver essas situações que eu já passei expostas dessa maneira, eu tô me sentindo menos pior comigo mesma, compreendendo e sinto que as feridas estão começando a cicatrizar.

Abuso narcisista





Hoje quero falar sobre o abuso narcisista.

Ontem eu estava falando sobre um livro que desejo comprar sobre o tema chamado "Prisioneiras do Espelho", que é um trabalho da terapeuta Michele Engelke para ajudar mulheres que são filhas de mães narcisistas, hoje pesquisei mais sobre o tema e encontrei muitos textos a respeito disso.

Achei também um site de uma psicóloga que é especialista em abuso narcisista e que realiza um trabalho de apoio para filhas de mães narcisistas. No site ela diz as características das mães assim, das filhas, explica o que é, como acontece e até mesmo da dificuldade que as vítimas têm de serem ouvidas, porque as pessoas que são narcisistas são de certa forma psicopatas e sabem muito bem disfarçar os abusos na forma de boa intenção.

A sociedade tem uma mania de endeusar muito a figura materna, as pessoas dizem que "mãe é tudo", mas nem sempre é assim.

Uma das características de quem sofre abuso narcisista é achar que não é amado e que é menosprezado pela mãe por ser imperfeito, por ser feio, por ser do jeito que é e ter uma auto-estima muito baixa.

Eu me lembro de nos primeiros anos infância achar que não era amada e que apanhava por ser feia, grande e problemática e pensar que talvez se eu fosse como uma das minhas coleguinhas de escola, ou se fosse como uma prima que a Jayne tratou melhor do que eu quando viajamos e eu tinha 3 anos de idade, que ela sempre elogiava por ser loirinha de olhos verdes e mandava presentes (só depois que fui entender que era uma forma de puxar o saco da mãe da garota, no caso cunhada dela para saber coisas da mulher do meu avô que as duas detestavam mas que a cunhada tinha mais informações por morarem no mesmo Estado).

Imaginava que se eu fosse pequena, magra, delicada, loira e tivesse olhos verdes talvez ela fosse gostar de mim, talvez não me bateria, talvez fosse como as outras mães que contam histórias antes de dormir, fazem bolinhos, dão colo e são carinhosas.

Me peguei várias vezes desejando ser outra criança e batia em mim mesma por raiva de ter apanhado dela sem poder fazer nada a respeito, me odiava por ser uma criança que apanhava, depois comecei a odiar ela também e então a culpa, bem mais tarde por odiá-la, já que a sociedade diz que todo mundo deve amar os seus pais, nossa sociedade fundada com base nas leis judaico-cristãs mesmo fala sobre a  que devemos honrar pai e mãe, caso contrário, somos maus e vamos para o inferno.

Mas e quando você sobre algum tipo de abuso, seja físico, psicológico ou sexual por parte do seu pai ou da sua mãe? Como é que você fica?

E se sua mãe for uma pessoa que mente, manipula, pratica gaslighting com você, faz você parecer louca para as pessoas só para poder controlar você, invade sua privacidade, te isola, tira de você oportunidades de ter relacionamentos saudáveis, ameaça, te explora e reduz sua auto-estima a nada, diz coisas para te machucar de propósito e não demonstra nenhum sinal de remorso ou arrependimento?

Só porque te colocou no mundo, você ainda é obrigado a lhe prestar homenagens? Onde fica o filho ferido nessa história toda? Sofrendo e ainda por cima com uma culpa no peito por causa dos sentimentos negativos e um tremendo medo.

Até quando um pai e uma mãe tem direito de interferir na vida do filho, na sua liberdade de escolha? Quantas vezes eu me peguei tentando entender o lado dela, de tanto as pessoas insistirem. Entender que ela não queria uma filha naquele momento, que era nova, entender que não tinha paciência, entender que não foi criada da forma correta, mas ainda assim, não justifica.

E então, eu começo a entender uma verdade que sempre quis negar, que na verdade eu tentei fazê-la sentir alguma coisa, sentir que estava errada, sentir algum tipo de culpa ou arrependimento, eu queria que ela sentisse algum tipo de remorso pelo que me fez enquanto eu me destruía dia após dia, mas isso nunca aconteceu.

As pessoas cobravam dela, ela fazia seu papel e reclamava porque no salão dela e na família as pessoas reclamavam disso, mas para a minha avó ela dizia: "Se ela cair eu interno e pronto". Com toda a sua frieza.

Jayne tinha prazer no meu sofrimento e na infância e adolescência, por trás de cada surra, por mais que o pretexto da famosa "rédea curta" da qual ela se orgulhava fosse para que eu não aprontasse e não ficasse grávida, havia um sadismo em tudo isso.

Sadismo quando ela deu com um telefone na minha cabeça e depois mandou o meu padrasto me levar ao médico e quando voltei, pediu para que eu fosse para a escola de gorro e não deixasse que os professores percebessem.

Sadismo quando ela tacou aquela garrafa em cima de mim, errou e quebrou o vidro da janela do meu quarto.

Sadismo quando eu briguei com uma colega do ballet e ela me arrastou do elevador do nosso antigo prédio até o apartamento para me dar uma surra e disse para a colega dela que me bateu igual adulto.

Mas ninguém fez nada, porque ela era a mãe. A maternidade era o status de poder para justificar controle, agressão, gaslighting, menosprezo... tudo.

"Mãe sempre faz para o seu bem, afinal toda mãe ama o filho".

Mentira.

O problema é essa mania que as pessoas tem de generalizar.

Outro dia vi uma reportagem na internet que chocou as pessoas, falava sobre uma mãe que estuprou a filha de 3 anos de idade com um pedaço de cano e a matou porque ela fez xixi na roupa. Essa mãe amava a filha?

Quantas vezes será que ela não "perdeu a paciência" e deu uma surra na menina, mas ninguém fez nada porque ela era a mãe até chegar ao ponto dela fazer essa atrocidade?
Porque não é possível que ninguém nunca tenha reparado que ela era fria, que não gostava de verdade da criança, mas nenhum vizinho denunciou porque ninguém se atreve a passar por cima da autoridade de mãe.

Uma mulher narcisista acha que só por ter colocado no mundo, o filho é um objeto, uma espécie de bichinho de estimação, sua propriedade e tem todo direito sobre ele, uma mulher narcisista não respeita o filho, enxerga como uma extensão de si mesmo.

Foi assim que a Jayne não me deixava escolher as amizades, queria mandar nas minhas roupas, no meu cabelo e em tudo sobre mim. Porque eu não era uma pessoa, mas sim objeto embaixo da sua autoridade, do seu poder para ser manipulado a vontade e o título de mãe lhe dava esse direito.

E ela me fez sofrer, propositalmente.
Ela sentia prazer ao me ver sofrer.

Mas agora uma coisa mudou para mim.
Hoje eu sei que a culpa não era minha afinal.

Mesmo que eu tivesse nascido pequena, loira e de olhos verdes como minha prima que tanto invejei durante anos e mesmo que eu fosse uma mulher de sucesso, ela não iria me respeitar, ainda assim tentaria me manipular e não é por eu ser imperfeita que não sou amada, é porque ela não é capaz de amar ninguém.

A prova disso é que as coisas que ela faz não são normais.

Como no dia em que ela colocou uma faca na bolsa e disse que ia abrir a barriga da mãe do meu padrasto de cima abaixo para ver o que tinha dentro, mas a empregada que tinhamos na época a impediu.

Ou quando ela assistia documentários de autópsia para dizer que ia fazer igual com a mãe dele.
E como ela o obrigou a processar a própria mãe.

E quando me apaixonei pelo homem errado, que além de ser mais velho era da família e ela descobriu, gritou no meio da casa que se eu estivesse grávida iria me obrigar a fazer ABORTO COM A MAIÚSCULO e que se eu dissesse que não queria iria dizer que eu tinha problemas mentais e arranjar um laudo psiquiátrico para que fizessem a força em mim. (ainda bem que eu não estava, rezei muito para não estar).

Ou quando ela debocha de pessoas que se apaixonam umas pelas outras dizendo que isso é palhaçada e que o amor é ridículo e que essas pessoas são ridículas.

E quando fala mal de pessoas sentimentais que choram, dizendo que isso é brega, que é frescura.

E quando questionei as coisas que ela me fez e ela disse que era palhaçada que eu estava culpando ela por ser uma fracassada.

E quando jogava na minha cara que eu era uma solitária e não tinha amigos.

Uma vez eu tentei me suicidar por causa dela, hoje eu tô me abrindo aqui e criando coragem para contar isso para vocês.

Foi quando gostei de alguém que conheci pela internet, falei isso pra ela e ela jogou na minha cara que eu não tinha capacidade para arrumar um homem no real aí procurava pela internet. Aquilo me magoou tanto que tomei uma caixa inteira de franol, sendo que havia bebido vinho.

Ela sabia que aquilo era a gota d'água para mim, sabia que aquilo iria me ferir, mas eu era apenas ridícula e doente mental.

Ela diz que eu sou uma doente e ela adoraria me ver internada, não por querer o meu bem, mas porque deseja me ver infeliz.

Ela ri da minha cara, várias vezes e eu sou a vítima perfeita para as maldades dela, porque afinal de contas, sou só a filha lixo e ninguém se importa comigo, sou aquela que ficou anos a mercê dela.

Mas isso também mudou.
Porque eu agora sei que ela que é doente, ela que não é capaz de sentir sentimentos nobres como amor, compaixão, empatia.

Ela é doente porque se compraz de manipular e ferir pessoas e mesmo sendo imperfeita, eu mereço sim ser amada e o problema não era comigo, porque se eu fosse filha de outra pessoa que não fosse narscisista, eu receberia amor sendo do jeito que eu sou.


Eu quero me olhar no espelho e gostar de mim mesmo se eu não parecer uma barbie, um modelo de perfeição.
Para mim bastará ter o meu estilo e ele ser agradável para mim, independente do que ela ou outros pensam que isso me deixará feliz e satisfeita comigo mesma de agora em diante.

Mas também não vou me largar de mão e ser auto indulgente.
E quero me dar bem profissionalmente, mas não para provar para ela que eu sou capaz e que não sou nada do que ela pensa, porque não devo nada a ela e mesmo que eu fosse perfeita e uma pessoa de sucesso, ela não iria me respeitar, eu seria apenas um objeto e ela se daria o crédito pelo meu sucesso.

Eu quero me dar bem só para poder ser independente e viver do jeito que eu quero viver. Não preciso provar nada para ninguém.

Eu quero me aceitar, me amar e saber que sou gostável para os outros também.
Eu quero ter confiança de agora em diante.

Quero também me consultar com uma psicóloga que seja especialista em filhas de mães narcisistas dessa vez, uma profissional que possa me ajudar a superar as amarras dessa relação e recuperar a minha auto estima.

É isso.

Kisses


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Atualizando




Passando mais pra atualizar rsrsrsrs

Ontem saí com uma amiga, fomos a um evento chamado Bazar Noir, tinha muita coisa linda e babei pelo trabalho de uma tatuadora lá, foi um dia que foi uma pena só o fato de estar sem dinheiro, porque se estivesse com grana teria gastado muito lá.

Tinha uns corsets lindos, sendo que estou doida por um cosert, bijuterias super fofas e um vestido que me apaixonei! Mas peguei os cartõezinhos de todos os stands que gostei e estou seguindo todos no instagram para pelo menos saber onde tem as coisas quando eu puder comprá-las.

Revi uma outra amiga de muitos anos, fiquei boba porque, na época de escola ela era magrinha, agora que está mais velha e virou mãe, ficou bem mais cheia, mas continua bonita. Tinha umas meninas lá que apesar de estarem a cima do peso eram lindas e estilosas, daquele jeito meio alternativo, sabe aquele estilo pin up? Cabelos de cores diferentes, maquiagem legal e roupas lindas? Pois é, mas eu não fico bem assim, quando engordo fico com uma cara feia meio masculinizada de cavalo, eu não fico bonita assim, só fico bonita quando estou magérrima.

Depois fomos para Copa, teve um bloquinho pequeno em que a amiga de uma amiga minha estava tocando, foi divertido, na verdade só de sentir o cheirinho da praia e ver o anoitecer lá já valeu muito a pena, foi relaxante.

Eu bebi, mas bem pouco em comparação ao sábado: uma budweiser enquanto esperava minha amiga chegar, uma skol beats e depois dividi uma cerveja com ela e só, estávamos com pouca grana, quando voltamos é que ela e a amiga quiseram parar para lanchar, mas enquanto elas pediram fatias de pizza, eu escolhi um sanduíche natural e um mate ufaaaaa rsrsrsrss

Pão é uma coisa que me dá culpa, mas se eu tivesse comido pizza depois do que aconteceu sábado, teria me sentido pior. Não miei, fui para casa, sofri um pouco porque quando fui pegar o trem já estavam fechando a estação aí acabei tendo que ligar para o meu padrasto para pedir para ele me buscar e me levar até em casa, porque era perigoso ficar tarde da noite sozinha na Central, lá tem muito pivete.

Se eu estivesse com grana teria me virado, pego outro metrô, descido em outro lugar que tivesse ônibus para a minha casa ou até mesmo pego um táxi. Me senti meio mal por ter ligado e pedido para ele me buscar, porque como adulta e responsável, o certo seria eu ter me virado e conseguido chegar em casa sozinha sem precisar da ajuda dele, mas paciência, na próxima vez que eu estiver com o dinheiro certinho não vou sair, para não precisar fazer mais isso, apesar dele ter dito que sempre que eu precisasse poderia ligar.

Eu quero provar que posso ser independente e dona de mim, que sou capaz de voltar para casa, que não sou mais adolescente e não preciso que ninguém me busque, isso é importante para mim.

Tomei algumas decisões na minha vida, que gostaria de por em prática no próximo mês, mas não vou colocar como planos, já que na última vez que fiz planos aqui no blog fiz tudo ao contrário, é mais uma lista de coisas que eu gostaria de fazer e que vou tentar fazer:


  • Assistir a uma reunião de Constelação Familiar
Breve explicação: Constelação familiar é um tipo de tratamento em grupo que serve para ajudar pessoas que possuem problemas familiares, possibilita a pessoa rever a situação por ângulos diferentes, compreender coisas que ela não conseguia compreender sobre suas relações familiares etc...

O motivo para isso é que meu ódio pelo nome está diretamente relacionado ao meu ódio a Jayne, ás escolhas que ela sempre impôs para mim e eu enxergo esse nome como mais uma imposição dela sobre a minha vida, como se ela quisesse me ditar quem eu vou ser e seria quem ela quer que eu seja invés de quem eu realmente quero ser. Estilo: vai ser esse nome porque quero que seja e dane-se o que você acha disso.

Ela sempre quis me controlar, escolher minhas roupas, minhas amizades, como devo me comportar, minha personalidade etc e uma vez chegou a dizer que não queria que eu trabalhasse, nem que me casasse e nem que tivesse filhos (em outras palavras, não queria que eu tivesse uma vida), mas eu preciso superar esse ódio não por ela, porque ela em si não merece que eu a perdoe já que não tem nenhuma intenção de mudar e ser uma pessoa melhor, não quer de verdade aprender a ser mais humana. Mas tenho que superar isso por mim mesma, para que o ódio por ela, o medo e os sentimentos negativos não se coloquem entre mim e a pessoa que eu quero ser e aos sonhos que desejo conquistar, para que isso não atrapalhe mais a minha vida. 

Eu tive um problema no trabalho, não só pela brincadeira de mal gosto das pessoas, mas porque tenho uma repulsa muito grande por uma escolha feita por alguém que me machucou e na verdade, não estava reagindo só a um simples nome, mas a uma pessoa e o significado que ele tem para mim em relação a essa pessoa, então eu preciso superar o meu ódio para me curar, afinal todos os meus problemas estão relacionados a ela.

Dizem que a própria Ana é algo que tem como gatilho o controle. Não é uma regra, para todo caso existe uma excessão, mas no geral, como se pode reparar até no filme "A história de Karen Carpenter", o médico explica que pessoas com anorexia nervosa geralmente tem pouco controle sobre suas próprias vidas e por isso controlam o peso como uma forma de compensar. 

Somos pessoas que os outros costumam ditar coisas e dar pouca autonomia, pouco poder de escolha e eu sofro mais com isso porque nasci com um espírito muito livre, desbravador e fui muito mais reprimida pela família que me forçou a ir contra a minha natureza.

O outro ponto é que são pessoas que não se sentem amadas pelas famílias, que sentem que precisam se esforçar muito para merecer o amor delas, que precisam chegar a perfeição para serem amadas.

Isso também foi uma característica que li que é de filhas de mães narcisistas, tem um livro sobre isso que depois eu pretendo comprar, que só vende em pdf chamado "Prisioneiras do Espelho",  é para ajudar pessoas como eu (com mães narcisistas) a superarem seus traumas e recuperar a auto-estima.

Até mesmo o meu comportamento passivo-agressivo recém descoberto tem relação com ela, foi por causa desse relacionamento abusivo entre mim, minha avó e a Jayne.

Mas a Constelação Familiar vai ajudar, eu quero esse mês assistir pelo menos uma reunião e juntar um dinheiro para pelo menos até o final do ano ser constelada, tenho que dar um passo para resolver o meu problema.


Se eu conseguir me curar desse ódio, libertar minha mente e meu coração completamente da Jayne, vai ser muito mais fácil caminhar na direção da minha felicidade, já que todas as minhas outras doenças emocionais têm relação direta com o meu ódio e com esse relacionamento complicado.

Particularmente acho que ser mãe não deveria ser para qualquer um, deveria ser só para pessoas que querem ter filhos, que possuem desejo de cuidar e amar alguém e que compreendem que não serão donos de seus filhos, que filho não é propriedade nem extensão de si mesmo, mas sim pessoas para cuidar, amar, ensinar, orientar, mas que pertencem a si mesmas e que estão sendo criadas para o mundo, para fazer suas próprias escolhas e criar seus próprios caminhos. Isso deveria ser uma exigência para quem vai ser pai ou mãe.



  • Juntar dinheiro para uma tattoo
Sim, eu quero muito uma tattoo e gostaria de fazer mês que vem, mas se não der tenho que pelo menos começar a juntar dinheiro para fazer depois, então preciso maneirar nas compras e não sair gastando tudo que nem fiz nesse mês e acabei dura antes da metade dele.

  • Almoçar com a Matilda
Quero cumprir aquele combinado que estávamos planejando de almoçarmos juntas e depois passearmos no shopping ou fazermos uma caminhada, penso que vai ser um dia muito divertido ^^ 



  • Tomar vergonha na cara e estudar
As aulas vão começar e preciso me dedicar mais aos estudos, por causa disso, talvez eu não poste todos os dias no blog, mas tenho intenção de postar pelo menos toda semana para manter sempre atualizado, além disso quero estudar para concurso também, preciso ganhar bem para poder me libertar.


Por hoje é só.

Kisses

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Mia, Again!





Comer e Miar é só começar...

Isso é uma paródia com o título de um filme que por sinal eu não assisti já que não sou muito fã de filmes brasileiros, mas traduz como estou me sentindo e como foi meu dia ontem.

Saí com um amigo para tomar um vinho na praça, passeio de pobre, coisa de quem não tá afim de ficar em casa, tá afim de beber, mas tá sem grana pra fazer isso em um bar e não tem liberdade para fazer dentro da própria casa. Coisa de adolescente, é claro, eu estava feliz de estar na praça com o meu amigo, mas teria sido muito melhor se eu pudesse ter feito isso em casa, onde havia gelo e onde estava mais fresco.

Comemos chocolate também, apesar do calor, sendo que antes eu já tinha comido biscoito e queijo em casa feito uma porca. Cheguei em casa, juntou a culpa das calorias que eu havia ingerido tanto da bebida quanto da comida, fui para o banheiro. Miei.

Miei muito, acho que nunca miei tanto na vida, depois me recompus, meu ex me chamou para sair e eu fui com ele, o outro boy com quem saí nunca mais deu as caras mesmo, mas antes comi mais besteira, linguiça de frango com queijo. Pelo amor da Deusa como pude inventar uma coisa dessas! Minha avó chegou em casa, eu ainda estava sob efeito do alcool e discutimos porque falei mal da Jayne e ela não gosta que eu faça isso porque apesar dela ter ferrado com nossas vidas, ela gosta da Jayne, afinal é a filha dela.

Dane-se todos os danos emocionais que essa mulher me causou, para ela é muito mais fácil que eu seja obrigada a perdoar e esquecer e todos fiquem bem, que a filhinha dela seja redimida de tudo como se fossemos uma família feliz falsa.

Saí com o meu ex, tentei miar mais um pouco mas não deu, já tinha descido tudo, ele não reparou. Voltei para casa, dormi, agora aqui estou, com uma ressaca filha da puta. Uma promessa de que vou maneirar na bebida porque não quero ser bêbada como a Jayne, na verdade eu não sou, não bebo com a mesma frequência que ela, mas ontem eu estava afim de encher a cara. Ainda mais depois de sexta.

Depois responderei todos os comentários e visitarei os blogs.

Agora vou me arrumar para dar uma saída.

Avó furiosa só porque saí ontem e não arrumei a porcaria do armário.
Como se não houvessem outros dias nesse ano em que eu pudesse arrumá-lo, tinha que ser ontem, quando ela queria, não é mesmo?

Odeio ser tratada como se fosse uma adolescente, pelo menos por ela.

Kisses

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Plano de melhorias




Bom, ontem eu refleti sobre tudo isso e assisti até vídeos sobre o transtorno de personalidade passivo agressiva, ter ouvido aquilo foi como uma espécie de tapa na cara.

Conversei comigo mesma, em uma espécie de diálogo interno e descobri muitas coisas sobre mim que na verdade não descobri, eu já sabia, mas estava tentando ignorar.

Uma delas é que eu não sou boazinha, não sou essa pessoa doce e simpática que aparento ser, tudo isso é uma máscara que eu uso para reprimir minha agressividade, minha fera interior para ser aceita e amada pelas pessoas.

Tenho agido como uma cópia falsificada da minha irmã e de uma amiga que tive na época de escola que sempre considerei "boazinha demais", eu gostava dela, mas de tão boazinha ás vezes eu achava ela irritante porque eu era totalmente diferente dela e imaginava como ela não tinha impulsos ou instintos, coisa que tenho muito forte dentro de mim.

Uma das características das pessoas passivo-agressivas e o ódio e inveja por pessoas em posição de autoridade, elas não gostam de depender de ninguém e sentem raiva do controle que outras pessoas nessa posição exercem sobre elas. Isso acontece porque tivemos nossa raiva, sentimentos e agressividade reprimidos fortemente por uma figura de autoridade na infância e percebi quem foi a responsável por isso: Jayne.

Mas não só ela, ela e as professoras que tive no jardim de infância.
Na escola sempre fui procrastinadora e realizei minhas tarefas de má vontade, sempre dando um jeito de me vingar quando me sentia oprimida, ainda que fosse de forma velada.

Sim, eu sou passivo agressiva, porque minha fera, minha leoa interior está contida.
Contida porque mãe e avó quiseram me obrigar a ser uma boa menina, moça recatada de família e no fundo, a minha verdadeira personalidade ficou contida, roubada, tirada de mim durante aquele tratamento que mencionei na minha história.

Aquilo ferrou comigo e me fez deixar de ser eu mesma, agir como se fosse outra pessoa para ser aceita, é por isso que sinto esse vazio, porque a MAIOR parte da minha personalidade, a maior parte de mim foi roubada, ficou um vazio oco no lugar dela e sem ela eu não posso viver.

Eu quero voltar a ser eu mesma, e quem eu sou? A verdade é que sou nitroglicerina pura, fogo puro, sou um ser sexual, sim, por que não dizer isso? Pura vitalidade, literalmente uma leoa.

Okay, posso estar parecendo megalomaníaca ao dizer isso, mas é a verdade, tudo isso sob uma fachada de menina boazinha, uma fachada daquilo que finjo ser para que minha família me respeite e ache que sou uma boa pessoa, para que os homens gostem de mim e um deles queira me namorar, queira me querer porque acho que eles só gostam das "boazinhas".

E onde fica minha fera interior? Contida.

Sendo simpática quando na verdade quero gritar com as pessoas que me irritam, que fazem comentários negativos, quando meus impulsos são para a agressão e não parar calar mas eu me contenho por medo de ser punida se disser o que realmente sinto.

O que eu preciso fazer? Qual é o meu plano de melhoria?

Eu preciso aprender a deixar claro quando estou com raiva e não gosto de algo, mas sem necessariamente partir para uma atitude agressiva destrutiva que me cause consequências. Eu preciso aprender a impor, dizer que não gosto disso, não vou sorrir e bancar a simpatia quando alguém for invasivo comigo.

Não quero mais ser "Cassie sorria está tudo bem", nem "Krissy, minha ex-melhor amiga do segundo ano do ensino médio, a senhorita-sou-boazinha", nem a "Versão falsificada da minha irmã que fala sempre doce, acha tudo muito fofo e manda beijinhos pra todo mundo".


Eu preciso me achar, preciso me encontrar, mas de uma forma que funcione, que sirva para mim, uma forma que não espante as pessoas, uma forma que possa conviver com elas sem o peso da máscara do sorriso falso e do "falso está tudo bem", mas que também não queiram estirpar da sociedade dizendo que não deveria andar entre os outros ou fazer parte do grupo nem que precisa de tratamento para ser domada porque não é normal, porque não é como os outros.

Não, eu quero que minha fera esteja no controle, mas sem que seja de uma forma destrutiva, afinal não quero acabar presa ou com gente me odiando quando já aconteceu antes, quando me permiti ter raiva e me irar, eu preciso achar o equilíbrio.

Mas não, eu não quero fazer terapia, tem coisas sobre mim, sobre os meus sentimentos que nem mesmo um psicólogo tem sensibilidade o suficiente para entender.

Sou eu que preciso me conhecer e só vou conseguir fazer isso se escutar a outra metade de mim, só assim vou saber o que realmente há de errado comigo, no que me transformei.

Kisses

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Passivo agressiva




Bom, vou começar o post falando sobre os comentários do post anterior. Eu não os respondi ainda porque estou me sentindo triste demais para isso, então vou apenas comentar algumas das opiniões que me fizeram pensar e me ajudaram, citando-as aqui:

",,,,vc querer ter pernas finas não vai mudar a realidade de fulana que não tem perna (nem pra pior,nem pra melhor) vc apenas quer ter pernas finas e TUDO BEM <3 , pode parecer um pensamento egoista mas é realista tb .. Pq o mundo não é uma competição de quem tem mais problemas kkkk..." (Margô).

Queria dizer que faz todo sentido, realmente não muda a realidade das outras pessoas, mas é que o que rolava na verdade era um medinho da vida resolver me castigar e me colocar na mesma condição dessas pessoas, como que para aprender a dar valor ao que tenho, entende? Quando a gente tem uma idéia de uma vida que só castiga e que só tem duras lições para ensinar, a gente passa a viver com medo de tudo o que a gente quer fazer.

"...Cada um sente na pele aquilo que vive... Então pensar na desgraça alheia de nada vai te ajudar a se sentir feliz. Pois no final das contas, não importa se uma pessoa está mais na merda do que você, se você também está na merda, ver alguém pior não te fará se sentir melhor. Só fará com que você se sinta mais na merda ainda por reclamar de suposta barriga cheia e aí a culpa te consome e te coloca ainda mais para baixo e... Enfim, é um círculo vicioso que não tem fim. ... "(Roxy).

É bem assim mesmo que isso funciona, pensar em quem nem pernas tem não me faz deixar de desejar pernas finas, eu gostei muito de todos os comentários e queria dizer que todos vocês: Margô, Drella, Sally, Roxy, Matilda, Alice e Alejandro me ajudaram muito a pensar melhor, embora eu só tenha citado aqui dois comentários, todos me ajudaram a chegar a uma conclusão:

Eu não vou desistir das minhas pernas finas e simplesmente aceitar elas do jeito que são e ficar comendo feito uma porca, mas também não quero mais que elas sejam motivo de infelicidade para mim porque pelo menos eu tenho pernas e não sei se algum dia alguma coisa horrível vai acontecer estilo ser atropelada, ter câncer ou alguma outra coisa  e não ter mais. Eu vou continuar tomando metformina mas se sentir que vou passar mal por isso vou parar, não vou forçar o meu corpo, vou continuar levando minha dieta da forma mais saudável evitando as carnes, especialmente as vermelhas e não comendo fritura, massa e coisas com muito carboidrato e não vou tomar metformina se for beber alcool, ou todo dia, vou sempre dar um tempo e guardar para épocas em que jacar mais, também não vou mais miar, farei de tudo para evitar a mia e tentar ser feliz, mas sem desistir de alcançar a minha meta, de ser magra e me olhar no espelho e me sentir bonita, porque isso é importante.

Não quero ser uma pessoa conformista que se olha no espelho e pensa: "Ai, não me sinto bonita, mas tem gente pior então vou ficar assim mesmo", sem fazer nada para melhorar a própria aparência, eu vou fazer dietas sim para me manter magra e usar as roupas que eu gosto, vou cuidar do meu cabelo, me arrumar, fazer as unhas, usar cremes porque eu não quero ser bonita para os outros, mas sim para mim, para me olhar no espelho e ver ali uma pessoa com quem eu ficaria, uma pessoa que eu admiraria, que diria: essa garota é bonita.

Essa foi a decisão que eu tomei.

Agora vamos a parte ruim: meu dia.

É estranho, eu senti necessidade de falar sobre o post anterior, mas hoje meu dia foi ruim.

Aconteceu uma coisa muito chata no trabalho relacionada ao nome mais uma vez.

Durante uma tarefa desse treinamento que já era para ter acabado e que está começando a trazer problemas por excesso de convivência, a treinadora pediu para que uma pessoa que desenhasse bem fosse ao quadro e algumas pessoas sabendo que não gosto do nome do meu RG, resolveram me chamar por ele em uma espécie de brincadeira, para que eu fosse ao quadro

Estourei, virei com a caneta da mão lá no quadro, lá na frente e falei: "Se vocês sabem que não gosto, por que fazem isso?".

Isso foi de cara feia, séria.
O clima ficou estranho na sala, depois disso eu fui chorar no banheiro, sim, eu desabei, voltei para a sala e a falta do que fazer fez com que acontecesse uma outra dinâmica em que se tinha que dizer algo que precisa melhorar em si no ambiente profissional.

Eu escolhi paciência e na hora de dizer o motivo, eu disse: "Porque no ambiente de trabalho temos que aguentar e aceitar coisas que na nossa vida pessoal não aguentaríamos".

Aí a moça disse que não necessariamente porque isso seria confundir ter paciência com ser passivo agressivo, porque se alguém te xinga e te maltrata o tempo todo, você tem que saber fazer isso parar, não adianta só aguentar o tempo todo porque uma hora a pessoa estoura.

Fiquei com a palavra "passivo agressiva" na mente, isso penetrou fundo dentro de mim, olhei no google o que significa e aqui está a definição:

"O comportamento passivo-agressivo é um traço de personalidade que se manifesta como uma resistência difusa em satisfazer expectativas de relações interpessoais ou envolvendo o cumprimento de tarefas, caracterizado por atitudes negativas indiretas e oposição velada.
O comportamento pode-se manifestar principalmente na forma de: vitimização, procrastinação, teimosia, ressentimento, azedume, ou ainda, na forma de falhas repetidas/ deliberadas para retardar ou impedir a concretização de pedidos ou tarefas pelos quais a pessoa é responsável.[1]

Essa é a definição do site Wikipedia.
E também tem uma explicação para isso, dada por Martin Kantor

"O comportamento passivo-agressivo pode surgir como defesa por parte da criança em ambientes familiares nos quais não é muito seguro expressar frustração ou raiva. Quando se proíbe a expressão honesta dos sentimentos, a psique em formação da criança engendra formas de reprimir e canalizar a agressão valendo-se de formas indiretas.
Crianças que reprimem profundamente sua agressividade podem nunca superar tal comportamento. Incapazes de desenvolver estratégias para se expressar, elas se tornam adultos que, debaixo de um verniz de doçura, ruminam intenções vingativas." (origem: Wikipedia).

Fiquei preocupada com isso, porque acho que realmente sou passivo-agressiva.
Eu li que são pessoas que sentem medo de demonstrar que estão com raiva e chateadas, então sorriem e agem como se estivesse tudo bem, mas por dentro guardam raiva, costumam mudar com as pessoas, se retrair, se afastar, se tornam mais frias, sem mais boa vontade com aquela pessoa, ás vezes com pequenas vinganças mas sem um confronto direto, mas as vezes também acabam explodindo, como muitas vezes acontece comigo.

Eu sou daquele tipo que a pessoa apronta, apronta, apronta, apronta comigo e eu tento me afastar para evitar que um dia acabe brigando com a pessoa e tendo um conflito maior, até que chega uma hora que estou tão farta das pessoas aprontarem comigo e eu não dizer nada, que acabo explodindo, especialmente se estiver de TPM, aí depois me arrependo do estrago causado já que as consequências acabam prejudicando a mim mesma.

Quando você é passiva, gentil e de fala mansa, as pessoas não sabem que tem uma fera dentro de você com garras afiadas pronta para a atacar e que você está contendo essa fera aí dentro, prendendo-a lá no fundo para que ela não consiga sair por trás dessa doçura, elas não conseguem ver a fera, só você sabe que ela existe e que está lá, então um dia alguém apronta alguma coisa com você que as vezes nem é tão grave quanto o que outros aprontaram ou como aprontaram das outras vezes, mas é a gota d'água e então a fera escapa, você não consegue segurá-la e ataca de um jeito que ninguém te reconhece.

Minha fera é uma leoa, uma leoa interior e raivosa, estou prendendo ela aqui, segurando-a para que ela não me cause estragos, para que ela não ponha tudo a perder, preciso segurar a minha leoa de tudo quanto é forma, não posso deixá-la sair, não posso permitir que ela arrombe as portas da jaula, que destrua as amarras e destrua tudo o que estou lutando para conquistar.

Eu sei que ela é parte de mim, que ela é a minha sombra.

Estou com medo, medo disso me prejudicar no trabalho, se alguém me chamar do nome que não gosto de novo, terei que suportar mesmo isso me causando repulsa, pois preciso do emprego e não quero perdê-lo. Estou com medo de não passar no período de experiência por causa disso e odeio aquele nome, ele me dá repulsa.

Isso é tudo o que estou sentindo agora.

Mais tarde vou responder os comentários.
Obrigada mesmo por eles, assim que estiver melhor, me recuperando disso que aconteceu hoje eu vou respondê-los.

Kisses